Aboios e Repentes
Aqüicultura
Aves
Cães
Causos Na Beira do Fogo
Ciência no Campo
Debate Rural
Dog Foto Blog
Dúvidas? O especialista ajuda
Empregos no Campo
Exposições e Leilões
Feira Livre
Galeria de Fotos Rurais
Meio Ambiente
Notícias do Campo
Receitas do Campo
Suínos
Turismo Rural
img teste Agricultura
boi Bovinos e Bubalinos
img teste Casa de Fazenda
- Equinos
- Fruticultura
Carpinos 2 Ovinos e Caprinos
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Manejo adequado para a criação de aves no período de inverno

Os pesquisadores Paulo Giovanni de Abreu e Valéria Maria Nascimento Abreu, da Embrapa Suínos e Aves, afirmam que “as aves mais novas requerem mais calor, sendo que a temperatura de conforto da ave na primeira semana de vida é aproximadamente 32º a 35ºC, e à medida em que a ave cresce, o sistema termorregulador se desenvolve, reduzindo a temperatura de conforto em 3ºC por semana”. Uma das principais causas dos surtos de síndrome ascítica e de morte súbita está fortemente ligada às baixas temperaturas, pois com esse clima, a taxa metabólica e a demanda de oxigênio da ave aumentam, resultando em tais surtos.

 

De acordo com orientações dos especialistas, o aquecimento no aviário deve ser iniciado pelo menos três horas antes da chegada dos pintos. No inverno não se deve tirar totalmente o aquecimento antes do 21o dia. O sistema de aquecimento deve permanecer instalado e em condições de uso para qualquer emergência. O produtor deve ficar atento ao comportamento das aves, pois é um bom indicio do funcionamento adequado de aquecimento. “Quando há afastamento das aves da fonte de calor indica excesso de calor emitido pelo sistema. Quando há aglomeração das aves em determinado local é indicativo de corrente de ar. Se existe muita aglomeração, isso é indício da necessidade de mais aquecimento”, explicou Valéria. Como condição ideal de comportamento, as aves devem permanecer uniformemente distribuídas na região de aquecimento. “Se apresentarem asas e pescoço estendidos ou bicos abertos é sinal de aquecimento elevado”.

 

Outra sugestão dos pesquisadores é em relação a ventilação. “É preciso atenção especial para a ventilação necessária no período frio, que nesse caso tem um objetivo definido: higiene”, explicou Valéria. Essa condição vai se refletir na localização, área e forma de abrir dos dispositivos de entrada e saída de ar, de maneira que o fluxo de ar se desloque pela parte superior do aviário renovando o ar e evitando qualquer aumento potencial de dióxido e monóxido de carbono e amônia. “A quantidade de ar que precisa ser renovada por razão higiênica é pequena, sendo necessárias apenas superfícies reduzidas de entrada e saída de ar. O importante é que o fluxo de ar não incida diretamente sobre as aves”, completou.

 

A temperatura da água é outro fator muito importante. “Os pintos reduzem muito o consumo de água, se essa não estiver dentro da temperatura exigida. A temperatura da água deve estar entre 15 a 20o C, já que o consumo de água é determinante do consumo de ração”, explicou Paulo. A recomendação para todos os produtores com criatórios de aves no período de frio, é de todo cuidado com os pontos mais importantes do manejo inicial dos pintos, e que tem sido muitas vezes negligenciado, por isso, o criatório deve ter um aquecimento do ambiente. “A ave tem habilidade para manter constante a temperatura dos órgãos internos. Entretanto, o mecanismo de homeostase é eficiente somente quando a temperatura ambiente está dentro de certos limites, pois as aves não se ajustam bem aos extremos”, explicou o pesquisador Paulo.

 

Neste período de frio é preciso que produtores tenham atenção com os ambientes dos aviários. No período frio a maior preocupação do produtor deve ser a de proporcionar condições ambientais de conforto exigidas pelas aves jovens. Normalmente, nesse período os valores de temperatura ambiente se encontram abaixo das condições ideais, principalmente na região Sul do Brasil, em que o frio é mais intenso, obrigando o avicultor a fornecer fonte de aquecimento suplementar para as aves.

 

Também durante o inverno, é indiscutível o fato de que baixas temperaturas aumentam o consumo de alimento. De acordo com os pesquisadores, a ave necessita de alimento adicional para produção de calor, mas, além disso, tem que manter a taxa de crescimento e, em alguns casos, melhorá-la. Essa condição resulta em menor ganho de peso que dificilmente será recuperado e sendo responsável também pela a desuniformidade do lote.

 

 

 

da redação do Nordeste Rural
Voltar Imprimir
LEIA MAIS:
16.08.2010 05h04>
A galinha caipira pode comer alimento alternativo

 




Fale Conosco
 
Expediente

Anuncie

© 2003 TV Globo LTDA. Todos os direitos reservados.