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segunda-feira, 26 de julho de 2004
Cajueiro: os cuidados na implantação do pomar

Por

Vitor Hugo de Oliveira*

Lindbergue Araújo Crisóstomo*

Regina Régia Rodrigues Cavalcante*

 

A importância social do caju no Brasil pode ser traduzida pelo número de empregos diretos que gera, sendo 35 mil no campo e 15 mil na indústria, além de 250 mil empregos indiretos nos dois segmentos. Para o Semi-Árido nordestino, a importância é ainda maior, porque os empregos no campo são gerados na entressafra das culturas tradicionais como milho, feijão e algodão reduzindo, assim, o êxodo rural.

 

Apesar da importância socioeconômica, a cajucultura nordestina ainda tem potencial de expansão e aumento de produtividade se for adotada uma tecnologia agronômica orientadora mínima, começando ainda antes do plantio do pomar, propriamente dito. Este artigo contém algumas informações relativas às operações necessárias para a correta implantação de um pomar de cajueiro.

 

Marcação e preparo das covas

 

A marcação das covas deve ser feita usando-se piquetes de 1 m de altura, que posteriormente servirão para condução e proteção das plantas contra os efeitos do vento. Em solos de textura arenosa, as dimensões das covas de plantio devem ser de 30 cm x 30 cm x 30 cm. Para solos com textura argilosa, as dimensões devem ser de 50cm x 50cm x 50cm. As covas devem ser abertas pelo menos dois meses antes do plantio.

Adubação de fundação

 

A adubação deve ser feita com base em resultados de análise de solo. Geralmente recomenda-se 500 g de superfosfato simples e 100 g de FTE BR 12 ou produtos similares, misturados com a terra superficial da cova. Antes do enchimento da cova recomenda-se aplicar 100 g de calcário dolomítico no fundo da cova, misturando-se bem com a terra. É necessário que o material da cova seja mantido úmido por 30 dias. Caso isso não ocorra, as mudas transplantadas ficarão amareladas, podendo inclusive morrer.

 

Plantio

 

Um dia antes do plantio a rega das mudas deve ser suspensa a fim de permitir que o torrão adquira uma melhor consistência e não se desmanche facilmente durante o transporte e retirada do saco plástico.

Durante a seleção das mudas para o plantio, deve-se verificar se a fita de enxertia foi removida, a fim de evitar problemas de estrangulamento, com conseqüente morte das mudas após o plantio. A muda deve estar livre de pragas e doenças, apresentar uma perfeita cicatrização na região do enxerto e possuir, no mínimo, seis folhas maduras de coloração verde.

 

As mudas devem ser levadas ao campo no início da estação chuvosa, retirando-se cuidadosamente os sacos plásticos ou tubetes (sem desmanchar o torrão) e comprimindo-se o solo após o plantio. O colo das mudas deve ficar no nível do solo. Posteriormente, deve-se colocar cobertura de capim seco ou bagana de palha de carnaúba, bem curtida. Essa cobertura, por conservar a umidade, regular a temperatura e eliminar capinas nas proximidades das plantas possibilita um melhor desenvolvimento do cajueiro em sua fase inicial.

Replantio

 

A taxa prevista de replantio, considerando o plantio efetuado no início das chuvas e sob condições normais de precipitação, é de 5% a 10% para mudas de pé-franco e de 10% a 15% para mudas enxertadas, quando não se usa irrigação.

 

Decorridos 20-30 dias do plantio, deve-se iniciar o processo de replantio, substituindo-se as mudas mortas e aquelas mais fracas ou defeituosas. O plantio de mudas de pé-franco torna obrigatória a realização posterior da enxertia em campo, usando-se a borbulhia, quando as plantas estiverem com idade entre dois e cinco meses, dependendo da disponibilidade de propágulos.

 

Desbrota

 

Consiste na retirada das brotações laterais inferiores da planta, próximas aos cotilédones ou desenvolvidas no porta-enxerto. Efetua-se logo após o período chuvoso, no ano de instalação do pomar.

 

Retirada de panículas

 

Dada a sua precocidade, o cajueiro anão inicia a emissão de panículas já na fase de viveiro. Tais panículas devem ser removidas até o oitavo mês após o plantio, já que nesta fase constituem uma fonte de desvio de energia, que deve estar direcionada para o seu crescimento vegetativo.

 

*Pesquisadores da Embrapa

 

Fotos:

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Chacho do caju na safra  

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Um bom manejo resulta em fruta de qualidade

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O cajueiro anão. Ampla copa oferece mais frutos 

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Plantio de caju em fazenda do Piauí

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A fruta pronta para comercialização

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Campo livre de mato e ervas para melhorar o desempenho do cajueiro


Da redação do Nordeste Rural
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