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quinta-feira, 28 de outubro de 2004
DEBATE DA SEMANA

O que você acha da Exposição Nordestina de Animais. É importante ou não para o agronegócio pernambucano? Produtores e autoridades falam sobre a questão e você, o que pensa? Participe do nosso debate. Dê sua opinião. Clique aqui e mande seu comentário

Mendonça Filho

Vice-governador e ex-Secretário de Agricultura de Pernambuco

Enviado em:
03/11/2004

A Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados completa 63 anos, mantendo-se entre os cinco maiores eventos do setor no País. Sem dúvida, um dado relevante para Pernambuco, uma vez que o agronegócio é hoje a principal locomotiva na corrida pelo desenvolvimento do País, à frente até mesmo da indústria, respondendo por 33% do PIB, 42% das exportações totais e 37% dos empregos.

Embora a economia pernambucana esteja centrada no setor de serviços, o agronegócio no nosso Estado tem crescido, principalmente em setores como o da caprinocultura, da piscicultura, da floricultura e da pecuária leiteira. O Governo do Estado, através da Secretaria de Produção Rural, tem atuado no sentido de estimular os investimentos em agronegócio no Estado, com ações na área de infra-estrutura, financiamento e crédito agrícolas, capacitação, fomento à produção e pesquisa e assistência técnica.

A Exposição Nordestina de Animais funciona como uma vitrine das potencialidades de Pernambuco no agronegócio. Nessa vitrine merece destaque a qualidade genética do nosso plantel, que concorre em pé de igualdade com outros Estados do País. Cerca de cinco mil animais entre bovinos, caprinos, eqüinos e bubalinos vindo de diversos municípios pernambucanos e dos demais Estados do Nordeste e de Minas Gerais.

Um fato que merece destaque é o da Exposição ser ranqueada, com o julgamento dos animais sendo oficializado pelo Ministério da Agricultura. Uma verdadeira rodada de negócios vai mobilizar, durante oito dias, os diversos segmentos dessa cadeira produtiva, do fornecedor de matéria-prima, ao produtor de origem animal, insumos, até os agentes de fomento. O que deve resultar na movimentação de cerca de R$ 18 milhões em comercialização de animais e produtos derivados.

Para o público em geral, a Exposição de Animais reserva novidades em produtos agropecuários, veículos, máquinas e equipamentos, calçados e acessórios de couro. E, como não poderia deixar de ser, haverá uma área exclusiva para pequenos animais, como peixes exóticos, rãs, coelhos, pombos, pássaros silvestres e aves. Cerca de 300 mil pessoas devem circular pelo Parque do Cordeiro nos 700 stands. Além dos negócios gerados na comercialização de animais e produtos derivados, a Exposição vai gerar mais de dois mil empregos diretos e indiretos, para garantir o funcionamento do evento.

Joao Ricardo

Técnico em Agropecuária pelo Codai/UFRPE

Enviado em:
30/10/2004

Acho valido o evento da exposiçao de animais para a agricultura, porém percebo que ela esta perdendo sua caracteristica agricola (na parte de levar ao agricultor informaçoes que sejam de suma importância para o aperfeiçoamento, atraves de novas técnicas agroecológicas, da agricultura). e também de gerar na comunidade que visita o evento o desejo de investir no agronegócio e nao só ir para a exposição como mero curioso de ver os animais, para isso temos o horto de dois irmãos, e com total atenção no show da noite do qual não acho que seja um local ideal ao evento, pois estressa e muito os animais que alí estão.


Gabriel Alves Maciel
Secretário de Produção Rural e Reforma Agrária de Pernambuco

Enviado em:
28/10/2004

O Governo de Pernambuco tem intensificado ações voltadas para o desenvolvimento das atividades agropecuárias, promovendo a circulação de bens e serviços como estimuladores de um sistema integrado dinamizando a economia por meio da geração de emprego e renda.

A Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária como órgão responsável pela coordenação, promoção e regulamentação das atividades agropecuárias, de abastecimento e fundiárias do Estado exerce um papel fundamental nesse processo, através de ações executadas pelo IPA, FUNTEPE, CEASA e ADAGRO.

E a importante determinação do Governador Jarbas Vasconcelos associada às parcerias institucionais, envolvendo diversos setores do agronegócio de Pernambuco e a disponibilidade dos produtores rurais, empresários do setor privado a das administrações municipais, de participarem da recuperação e desenvolvimento do Estado.

A 63ª Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados é o maior evento do agronegócio do Norte / Nordeste do Brasil co expectativa de movimentar cerca de R$ 18 milhões em comercialização de animais e produtos derivados e de atrair um público de 300 mil pessoas, é considerado um dos cinco maiores do setor no Brasil, inclusive com realização de concursos leiteiros para bovinos e caprinos.

Estarão expostos aproximadamente 5.000 animais, entre bovinos, caprinos, ovinos, eqüinos e bubalinos vindos de todo Estado e ainda da Paraíba, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Maranhão, Piauí e Minas Gerais.

No Parque do Cordeiro, 700 estandes ocuparão uma área de 12 hectares onde o público presente poderá conhecer novidades nas áreas de produtos agropecuários, veículos, máquinas e equipamentos, calçados e acessórios de couro, artesanato, empresas de tecnologia, bares, lanchonetes e restaurantes.

Serão nove dias de troca de experiências entre os criadores e produtores, além de rodadas de negócios, o que é muito importante para Pernambuco uma vez que participam do evento expositores de todo Norte e Nordeste.

Pedro Galvão Neto

Pecuarista, no município de Pedra - PE

Enviado em:
28/10/2004

Promove o intercâmbio com pecuaristas de várias regiões e oportuniza aos visitantes verificar os avanços genéticos e tecnológicos, além de proporcionar o encontro do campo com a cidade.

Maviael Cavalcanti

Deputado Estadual e Presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Alepe

Enviado em:
28/10/2004

A Exposição Nordestina de Animais de Pernambuco é uma das principais Exposições do Pais. O Evento, realizado em Recife, há mais de sessenta anos, representa uma oportunidade para que o Setor da Pecuária Nordestina mostre o que existe de melhor em termos de qualidade na cadeia produtiva da pecuária seletiva.

É um Evento importante para os pecuaristas do Nordeste e de Pernambuco que ao longo do tempo lutar am e lutam pelo desenvolvimento da pecuária, produzindo qualidade e mostrando que a Região é viável.

Falar da Exposição Nordestina é, antes de tudo, lembrar nomes expressivos que muito tem haver com ela; empresários e técnicos que lutaram e lutam para o seu aperfeiçoamento e modernização.

Como Evento coordenado pelo Governo do Estado, através de sua Secretaria de Produção Rural dirigida pelo Dr. Gabriel Maciel, é impossível deixar de enaltecer o papel que o mesmo desempenha como patrocinador e coordenador do Evento em articulação com a Sociedade Nordestina dos Criadores, comandada pelo empresário rural Ricardo Rodrigues.

Ao lado do Governo, sempre atuaram pecuaristas da mais alta expressão e valor que viabilizaram essa importante Exposição. Ela contou com o trabalho e a participação de pecuaristas como Otaviano Heráclio Duarte, José Inojosa, Camilo Collier, Rodolfo Morais, Renato Moraes, Renato Farias e Antônio Coelho que infelizmente não mais se encontram entre nós. Estão no batente, contribuindo para este Evento pecuaristas, técnicos e lideranças do setor, como Pio Guerra, Sérgio Guerra, José Barbosa, Ricardo Fiúza, Fernando Paranhos, José Marcos, Cantalício Cabral, João Pessoa de Souza, para citar apenas alguns que conjuntamente com a equipe do Estado e da Sociedade Nordestina trabalharam e lutam no âmbito desse Projeto.

A Exposição tem sido ambiente próprio para a realização de negócios e uma oportunidade para troca de experiências entre agentes financeiros, instituições públicas e privadas, com a preocupação de atualizar conhecimentos sobre a cadeia da pecuária e o setor rural.

Relevante assinalar que ela vem criando oportunidade para que se mostre a relevância da atividade rural para a vida da sociedade. Sobre isto, merece destaque o trabalho que a FAEPE vem conduzindo, através do seu "stand" TECNOPEC que vem sendo espaço adequado para divulgar as coisas do setor rural, tendo inclusive a participação dos estudantes de Ciências Agrárias e parcerias com a UFRPE e SEBRAE.

A Exposição Nordestina faz parte do calendário de Eventos do Recife e merece o apoio de todos para que continue mostrando o vigor da pecuária regional, destacando-se a pecuária bovina, caprinovinocultura, avicultura, eqüinos e outras explorações.

É um patrimônio construído pela pecuária que deve ser aperfeiçoado, ampliado e divulgado, em beneficio do povo pernambucano e do desenvolvimento agropecuário, com qualidade.

Aloísio Ferraz

Ex-Secretário de Agricultura e Conselheiro do SEBRAE – PE

Enviado em:
28/10/2004

Falar sobre um evento que já tem mais de 6 décadas significa, antes de tudo, reconhecer o trabalho do passado e o esforço dos que trabalham e lutam pelo crescimento da pecuária nordestina e pernambucana.

É impossível um Evento com esta idade não ter grande relevância. Ele tem um papel destacado na vida da pecuária de Pernambuco do Nordeste e do País. Viveu, como não podia deixar de ser, momentos diferentes fruto de conjunturas diferenciadas. A exposição de hoje com certeza não pode ser idêntica ao Evento realizado em 1970 ou mesmo em 1990. As mudanças tecnológicas, as políticas destinadas ao setor, o avanço das comunicações e tantas outras variáveis alteraram o cenário do Evento e contribuíram para o seu crescimento.

Sem a pretensão de insinuar qualquer destaque, tive a oportunidade de participar diretamente da realização de duas exposições quando passei pela Secretaria de Agricultura. Tal fato contribuiu para que eu aprendesse uma lição que ainda hoje faço questão de destacar: quem faz a Exposição Nordestina são os empresários rurais que, no dia a dia, lutaram e lutam pela edificação de uma pecuária seletiva de qualidade. O trabalho permanente desses homens dentro e fora de seus estabelecimentos da pecuária não pode deixar de ser reconhecido e enaltecido tendo em vista a sua expressão. São empresários competentes e dedicados a quem o setor agropecuário muito deve.

É impossível desconsiderar que desse trabalho, cujo produto tem sido a melhoria dos rebanhos e de tecnologias, muitos pecuaristas na Região foram beneficiados com o efeito multiplicador da melhoria genética de produtos adquiridos de animais comercializados na Exposição Nordestina. Ela teve e ainda tem expressiva contribuição a dar a sociedade pela sua expressão e contribuição ao desenvolvimento rural.

Os avanços na pecuária bovina, caprinocultura, ovinocultura e outros segmentos, significam resultados expressivos para a melhoria de vida de um povo que necessita de mais emprego e renda e produção de alimentos de boa qualidade. Pernambuco reúne cerca de 1,8 milhões de bovinos, 2,4 milhões de caprinos e ovinos, tem um rebanho avícola de ordem de 23 milhões de cabeças, produz 130 milhões de dúzias de ovos e 200 mil toneladas de carne de frango, além de 400 milhões de litros de leite por ano. Por tudo isto não deve deixar de investir e apoiar Eventos dessa natureza.

Para finalizar, julgo relevante afirmar que independente da Exposição em si, é importante acelerar a veiculação de informações sobre o setor agropecuário, com a preocupação de melhorar os níveis tecnológicos e com o objetivo de ampliar competitividade setorial.

Vejo oportuno o trabalho que a FAEPE, dirigida pelo empresário Pio Guerra vem fazendo em conjunto com o SENAR, através do estande TECNOPEC que tem o objetivo de difundir informações setoriais.

O Governo de Pernambuco, através de sua Secretaria de Produção Rural, sempre vem realizando um trabalho de difusão tecnológica no ambiente dessa importante Exposição, o mesmo ocorrendo com outras organizações públicas e privadas. Esta linha de trabalho deverá ser ampliada usando recursos informacionais modernos.

Charles Eduardo de Andrada Jurubeba

Presidente da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA)

Enviado em:
28/10/2004

Maior evento do gênero no Norte-Nordeste, a Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados, realizada anualmente no Parque de Exposições Professor Antônio Coelho, no bairro do Cordeiro, no Recife, deveria ser chamada Exposição Nordestina do Agronegócio, tendo em vista ser um evento que congrega os mais expressivos representantes do segmento agropecuário do Nordeste. Nela, estão representados desde o fornecedor de matéria-prima, passando pelos produtos de origem animal e vegetal, insumos, máquinas e equipamentos agrícolas, todos com o aporte dos agentes financeiros, presentes para assegurar as negociações creditícias.

A mostra reúne os mais variados segmentos da iniciativa pública e privada, envolvidos direta ou indiretamente com o setor agropecuário da região que vêem no evento, além da oportunidade para realizar seus negócios, um momento para a troca e a atualização de conhecimento. Isso ocorre à medida que a programação contempla a realização de cursos, palestras, a exposição e distribuição de material sobre as últimas tecnologias geradas para o desenvolvimento no campo – melhoria da qualidade da produção, da produtividade e da competitividade no mercado do agronegócio.

A Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), vinculada à Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária (SPRRA), por exemplo, uma instituição com credibilidade em nível nacional e internacional, presente na Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados, mostra as tecnologias geradas e adaptadas para que o homem do campo tenha sucesso sob o ponto de vista do agronegócio. Variedades agrícolas resistentes a pragas e doenças, às condições edafoclimáticas da nossa região, com alta produtividade comprovada serão expostas pelo IPA. O órgão estadual traz também informações sobre os avanços na área de extensão rural e recursos hídricos, bem como as últimas novidades sobre a sustentabilidade do agronegócio.

Não pode se deixar de citar a multiplicidade de setores, além do agropecuário, que se beneficiam do eclético público que visita a mostra, desde o segmento de serviços – empresas de montagem, logística de equipamentos e de pessoal para os expositores -, o comércio - roupas, acessórios, alimentação – e cultural – shows. Por isso, a sua repetição, que ocorre há mais de sessenta anos, é sempre um sucesso de organização – parceria do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Produção Rural e Reforma Agrária, da Sociedade Nordestina dos Criadores e parceiros -, de negócio e de público.

Da redação do Nordeste Rural
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