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quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
Brasil poderá exportar dois novos grãos: Quinoa e Amaranto

A demanda por alimentos saudáveis em países como os da Comunidade Européia, Estados Unidos, Japão e Canadá tem aumentado e, nesses lugares, grãos como a quinoa e o amaranto já são conhecidos. De baixo valor calórico, sem colesterol, com teor protéico elevado e de alta absorção e com a vantagem de não conter glúten, o que beneficia os que necessitam de dietas especiais, esses alimentos têm mercado promissor. Na opinião do pesquisador da Embrapa Cerrados Carlos Roberto Spehar, o Brasil poderia tornar-se, em longo prazo, exportador desses grãos.

 

No Brasil, a Embrapa Cerrados (Planaltina-DF) lançou as cultivares BRS Piaburu, de quinoa, e BRS Alegria, de amaranto. A primeira safra comercial dos grãos foi em 2002. O produtor Sebastião Conrado de Andrade, da Fazenda Dom Bosco, em Cristalina, Goiás, é o pioneiro nessas culturas, e quem vem produzindo as sementes desde então. De acordo com Spehar, o preço da quinoa e do amaranto pagos ao produtor equivale a R$ 2 por kg. “Comparativamente ao feijão, a remuneração atual é o dobro, enquanto o custo de produção é relativamente menor, cerca de R$ 500 a menos por hectare”. Ele defende que essas culturas são atraentes para o agricultor, embora sua produção ainda esteja começando no Distrito Federal, e acredita que, em longo prazo, o Brasil poderia exportar esses grãos in natura.

 

Internamente, a quinoa e o amaranto poderiam ser processados por agricultures familiares para consumo em diversas formas, melhorando a dieta. Spehar acredita que esses grãos poderiam ser a matéria-prima de barrinhas de cereais, cereais matinais, macarrão, biscoitos, pães e outros alimentos. Ele explica que a produção de quinoa e amaranto economiza em defensivos agrícolas, que é menor do que em outras lavouras, e na compra de  sementes, já que o próprio produtor, em área pequena, pode multiplicá-las. “Para plantar dez hectares, seriam necessários 80 a 120 kg de sementes, o que equivale a uma área de 500 metros quadrados. Assim, o agricultor pode ter sua reserva de sementes para o calendário agrícola. A Fazenda Dom Bosco, que colheu o amaranto da safra deste ano está aberta à visitação de produtores que se interessarem. Para obter mais informações, o produtor pode ligar para (61) 388-9865 ou escrever para o endereço eletrônico spehar@cpac.embrapa.br. O telefone da Fazenda Dom Bosco é (61) 504-0054 (horário comercial) ou 501-4411.

 

Da redação do Nordeste Rural
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