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domingo, 3 de setembro de 2006
Como cultivar Ata ou fruta-do-conde ou pinha como é conhecida no nordeste

Por

Oscarina Andrade*

 

 

A ata, também conhecida como pinha ou fruta-do-conde, apresenta excelente adaptação às condições climáticas do litoral e do semi-árido do Nordeste brasileiro. Produz satisfatoriamente em regiões sem excesso de chuvas, com estação seca bem definida e altitude de até 800m.

 

Temperaturas baixas no período de florescimento e na maturação dos frutos causam grandes prejuízos à cultura pela redução no número de flores vingadas, diminuição no tamanho e qualidade dos frutos.

Excesso de chuvas nessas fases também provoca o abortamento de flores e frutos e favorece maior incidência de antracnose, acarretando queda e prejuízos na produção.

 

A ateira é uma planta rústica que cresce e produz nos diferentes tipos de solos. Exige, no entanto, solos de boa profundidade, média a alta fertilidade e bem drenados, não suportando excesso de água no seu tronco.

 

Instalação do pomar

 

O preparo da área deve ser feito com bastante antecedência do plantio e consiste na derrubada da vegetação, destoca, encoivaramento e queima. Os espaçamentos mais usados para a cultura são 7m x 5m; 7m x 4m; 6m x 5m; 5m x 5m; 5m x 4m ou 4m x 4m. Em solos com baixa fertilidade ou sob condições de sequeiro, deve-se optar pelos espaçamentos mais adensados, enquanto sob condições de irrigação ou em regiões com boa distribuição de chuvas deve-se usar maiores espaçamentos.

 

As covas devem ser abertas com dimensões de 40cm x 40cmx40cm, com antecedência de 30 dias do plantio. É bom ter o cuidado de separar para um lado a camada de terra da superfície da cova e para o outro a camada inferior, e inverter sua posição por ocasião do enchimento.

 

Quando não for possível realizar uma análise de solo, a adubação de fundação deve ser feita usando 20 litros de esterco de curral bem curtido, 500g de superfosfato simples, 100g de cloreto de potássio e 50g de fritas (F.T.E.). Após misturar esses adubos com a terra retirada da superfície da cova, procede-se ao seu enchimento.

 

O plantio deve ser realizado, preferencialmente, no início da estação chuvosa, no mínimo 15 dias após a adubação de fundação. Em áreas irrigadas, poderá ser efetuado em qualquer época do ano. Por ocasião do plantio, deve-se ter o cuidado de deixar o colo da planta um pouco acima do nível do solo, para prevenir a ocorrência do fungo Phytophthora. Após o plantio, recomenda-se colocar cobertura morta em volta do tronco da planta e proceder a uma irrigação com 15 a 20 litros de água.

 

Manutenção do pomar

 

A ateira deve ser mantida livre da concorrência de ervas daninhas, para evitar a competição por água e nutrientes. Recomenda-se o coroamento das plantas ou capina na linha de plantio e roçagem no restante da área.

 

A ateira deve ser conduzida em haste única até uma altura de 60cm, quando então será despontada para estimular a emissão de três a quatro brotações, radialmente distribuídas, em alturas diferentes nos 20cm terminais do caule. As demais brotações surgidas no tronco serão eliminadas. As brotações selecionadas constituirão as pernadas definitivas da planta, devendo ser despontadas quando atingirem 50cm, estimulando novamente a emissão de três a quatro brotações. Esse procedimento deve ser repetido até a planta atingir 2m de altura.

 

A poda de produção é uma etapa importante do cultivo da ata e consiste em podar os ramos que apresentem o diâmetro de um lápis, os quais deverão ser encurtados entre 20cm e 40cm de comprimento, deixando-os com quatro a seis gemas. As folhas deverão ser retiradas manualmente desses ramos, visando liberar as gemas que vão brotar (geralmente três ou quatro), que vão emitir os botões florais. Essa prática pode ser feita de uma só vez na planta ou parcelada mensalmente em três etapas em ramos alternados para uma melhor distribuição dos nutrientes e água no crescimento dos frutos.

 

Já a poda de limpeza consiste na eliminação de ramos doentes, secos, praguejados e inclinados para o centro. Essa prática visa melhorar o aproveitamento dos raios solares, aumentar a aeração no interior da planta, facilitar os tratos culturais e fitossanitários, a polinização e a colheita dos frutos, e deve ser realizada logo após a colheita.

 

A ateira pode ser cultivada em regiões com problemas ou insuficiência ou má distribuição de chuvas. Entretanto, para que produza bem e com qualidade é fundamental o uso da irrigação por ocasião dos veranicos e durante a estação seca. A irrigação deve ser feita preferencialmente por gotejamento ou microaspersão, pois possibilita a economia de água, reduz a concorrência com ervas daninhas e permite a fertirrigação.

 

Colheita

 

A produção começa a partir do terceiro ano após o plantio, com período de colheita concentrando-se de janeiro a abril, podendo se estender um pouco mais, em cultivos irrigados. A produção varia de 150 a 200 frutos/planta/ano, muito embora, sob condições de sequeiro na Região Nordeste, a produtividade só atinge 100 a 150 frutos/planta/ano.

 

Os frutos devem ser colhidos manualmente, “de vez” e com muito cuidado. O ponto de colheita é determinado pela observação do afastamento dos carpelos e pela coloração verde-amarelada dos tecidos intercarpelares.

 

* Engenheira Agrônoma

Embrapa Agroindústria Tropical

 

 

da redação do Nordeste Rural
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